12 mitos e verdades sobre vacinação que você precisa conhecer

mitos e verdades sobre vacinação

Fazia tempo que não se falava tanto sobre vacinas. Afinal com a ocorrência cada vez maior de surtos de doenças como sarampo, febre amarela e influenza, é preciso destacar a importância da vacinação enquanto forma de controle e prevenção de diversas enfermidades.

Infelizmente, ao mesmo tempo em que as vacinas ganham um maior destaque, também é crescente o número de boatos que colocam a imunização como responsável por diversas complicações. Assim, nada melhor do que aproveitar o Dia Nacional da Vacinação, celebrado em 17 de outubro, para compartilhar o máximo de informação sobre esse mecanismo tão importante de prevenção. 

Veja as principais questões que suscitam dúvidas sobre vacinação e aproveite para conferir também aqui no blog as 7 vacinas que adultos devem tomar. 😉

vacinação mitos e verdades

CONHEÇA OS PRINCIPAIS MITOS E VERDADES SOBRE VACINAÇÃO
1) Higiene e saneamento básico adequados são suficientes para evitar doenças, e por isso dispensam a necessidade de vacinas

FALSO – Bons hábitos de higiene e acesso a saneamento básico ajudam a proteger as pessoas de doenças infecciosas. Entretanto, muitas dessas infecções podem se espalhar independentemente de quão limpos estamos. Se as pessoas não forem vacinadas, doenças que se tornaram raras, como a poliomielite e o sarampo, podem ressurgir rapidamente.

2) Eu devo me vacinar ainda que as doenças evitáveis por vacinas estejam erradicadas em meu país

VERDADEIRO – Embora as doenças evitáveis por vacinação tenham se tornado raras em muitos países, os agentes infecciosos que as causam continuam a circular em algumas partes do mundo. Em um mundo altamente interligado, esses agentes podem atravessar fronteiras geográficas e infectar qualquer pessoa que não esteja protegida. 

Desde 2005, por exemplo, na Europa Ocidental ocorrem focos de sarampo em populações não vacinadas (Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça e Reino Unido). Dessa forma, as duas principais razões para a vacinação são proteger a nós mesmos e também as pessoas que estão à nossa volta.

3) É muito  melhor ser imunizado por meio da doença do que por meio de vacinas

FALSO – As vacinas interagem com o sistema imunológico para produzir uma resposta imunológica semelhante àquela produzida pela infecção natural, mas não causam a doença ou colocam a pessoa imunizada em risco de possíveis complicações. 

Vale lembrar que o preço a ser pago pela imunidade adquirida naturalmente através da doença pode ser muito alto. Uma rubéola, por exemplo, pode causar defeitos congênitos no feto, caso a gestante contraia a doença durante a gravidez. Assim como o vírus da hepatite B pode causar um câncer hepático e o sarampo pode levar à morte.

4) As vacinas podem causar efeitos colaterais

VERDADEIRO – Toda vacina pode provocar reações indesejáveis, geralmente pequenas e temporárias, como manchas e coceiras na pele, dor no local de aplicação ou uma febre ligeira. Entretanto vale lembrar que as vacinas são muito seguras. Eventos graves de saúde são extremamente raros e cuidadosamente monitorados e investigados, por isso, deve-se procurar um médico diante de qualquer sintoma anormal após a vacinação.

informações sobre vacinação

5) Quanto mais fortes forem as reações da vacina, mais protegida a pessoa estará

FALSO – A eficácia das vacinas não está relacionada à intensidade de seus efeitos colaterais. No geral, as vacinas provocam cada vez menos efeitos colaterais.

6) Vacinas não causam autismo

VERDADEIRO –  Um estudo apresentado em 1998, que levantou preocupações sobre uma possível relação entre o autismo e a vacina contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, foi posteriormente considerado seriamente falho e o artigo foi retirado pela revista que o publicou. Infelizmente, sua publicação desencadeou um pânico que levou à queda das coberturas de vacinação e a subsequentes surtos dessas doenças. Não há evidência de uma ligação entre essa vacina e o autismo.

7)  O mercúrio contido nas vacinas não faz mal à saúde

VERDADEIRO – O mercúrio é usado como conservante, sempre em pequenas quantidades, nos frascos que contêm várias doses de vacinas. O objetivo é evitar a contaminação por fungos, bactérias e outros microrganismos. A OMS – Organização Mundial da Saúde recomenda a utilização desse conservante por considerar o mercúrio seguro e não cumulativo, já que o organismo o elimina rapidamente após a aplicação da vacina.

8) A vacina combinada contra a difteria, tétano e coqueluche e a vacina contra a poliomielite causam a síndrome da morte súbita infantil

FALSO –  Não há relação causal entre a administração de vacinas e a SMSI – Síndrome da Morte Súbita Infantil, também conhecida como síndrome da morte súbita do lactente. No entanto, essas vacinas são administradas em um momento em que os bebês podem sofrer com essa síndrome. Em outras palavras, as mortes por SMSI são coincidentes à vacinação e teriam ocorrido mesmo se nenhuma vacina tivesse sido aplicada. É importante lembrar que essas quatro doenças são fatais e que os bebês não vacinados contra elas estão em sério risco de morte ou incapacidade grave.

9) Para doenças infantis que nem sempre são severas, como catapora, a vacinação não é necessária

FALSO – Todas as doenças infecciosas preveníveis por vacinação são potencialmente graves, com registro de hospitalizações, sequelas ou óbitos, incluindo a catapora. 

Da mesma forma, enfermidades como sarampo, caxumba e rubéola são graves e podem levar a complicações em crianças e adultos, incluindo pneumonia, encefalite, cegueira, diarreia, infecções de ouvido e até mesmo à morte. Todas essas doenças e o sofrimento que elas causam podem ser prevenidos com vacinas. O fato de não vacinar as crianças faz com que elas fiquem desnecessariamente vulneráveis.

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10) A influenza é apenas uma gripe forte e a vacina para a doença não é muito eficaz

FALSO – A influenza é muito mais que uma simples gripe forte. É uma doença grave que mata de 300 mil a 500 mil pessoas a cada ano em todo o mundo. Mulheres grávidas, crianças pequenas, pessoas idosas com pouco acesso à saúde e qualquer um que possua uma condição crônica, como asma ou doença cardíaca, estão em risco mais elevado para uma infecção severa, que pode levar à morte. 

A vacinação é a melhor maneira de reduzir as chances de adquirir influenza grave e de espalhá-la para outras pessoas. Além disso, evitar a doença significa evitar custos com cuidados médicos extras e perda de renda por faltas no trabalho ou na escola.

11) Pessoas alérgicas a ovo não devem tomar vacina contra gripe

DEPENDE – No processo de produção das vacinas contra a gripe existe uma etapa em que os vírus crescem em ovos embrionados e isso pode levar partes proteicas dos ovos para a vacina. Em alguns casos de pessoas muito vulneráveis à gripe, porém, o médico pode indicar a vacinação mesmo com risco de alergia. Nesses casos, a vacinação deve ser feita por um centro de saúde especializado.

12) Gestantes, bebês e pessoas imunodeprimidas (pacientes com aids, que passaram por transplante, em tratamento oncológico, entre outros) nunca devem ser vacinados

DEPENDE – Algumas imunizações, sobretudo aquelas feitas com vírus vivos atenuados, como a vacina contra a varicela, o sarampo e a febre amarela, podem ser contraindicadas para essas pessoas. No entanto, existem outras vacinas, como a da gripe, da pneumonia e do tétano – produzidas por vírus ou bactérias inativados -, que podem ser seguramente indicadas mesmo para pessoas com o sistema imune debilitado. Se você estiver nessas condições, consulte um médico e veja quais vacinas tomar.

Viu só como é grande a quantidade de fatos desencontrados quando o assunto é vacinação? Teve alguma questão nesse post que surpreendeu você? Qual foi a última vacina que você tomou? Compartilhe a sua experiência conosco nos comentários!


* Com informações de Ministério da Saúde e Hospital Sírio Libanês.

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